Conteúdos e formatos de livros

21 de maio de 2013

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Recentemente tenho pensado muito sobre conteúdos e formatos de livros, especialmente depois que o meu livro sobre banco de dados atingiu uma marca importante de vendas. Neste post vou falar um pouco sobre alguns tipos de conteúdo e formatos que modernizam este recurso educacional tão tradicional e importante.

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Já comentei em artigos do iMasters (aqui e aqui) sobre livros que procuram abordar conteúdos de bancos de dados e programação de forma didática com o uso de Mangá e de fotos comentadas. Também já escrevi sobre livros para um determinado gênero que procuram abordar o conteúdo de forma diferenciada, voltados para o público jovem e com a redação e recursos adicionais bem humorados.

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Este tipo de livro tenta capturar o leitor através da apresentação do conteúdo misturado com alguma linguagem (quadrinhos, fotos) ou recursos de diagramação (notas laterais, layout de página diferenciado). E, pelo que parece, tal abordagem vem funcionado bem, pois muitos deles acabam se tornando séries de livros levando à editora a apostar no texto e na apresentação diferenciada do conteúdo.

Ainda falando sobre o conteúdo, recentemente encontrei outras duas abordagens que fogem do padrão: a série de livros Tech Yourself Visually e a série Learn the hard way. A primeira foca no ensino através de imagens e telas da aplicação exclusivamente (cada página do livro contém uma imagem). Já a segunda abordagem se concentra em diversos tópicos através de exemplos de código com a saída na tela simples seguidos por exercícios que fazem com que o leitor se aprofunde em pontos que nem sempre são utilizados no dia a dia de quem programa.

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Apesar da iniciativa de apresentar o conteúdo em novas linguagens, formas de diagramar ou mesmo em metodologias de ensino diferenciadas, ainda enxergo estes livros com aqueles que seguem o formato padrão, mesmo que sejam consumidos no formato digital (EPUB, PDF ou outros). Contudo, existem outros formatos que também pode ser explorados e, se combinados com a forma adequada de apresentar o conteúdo, podem auxiliar muito o aprendizado.

Um exemplo de formato interessante é representado pela categoria de livros pop-up, ou seja, aqueles livros que contém dobraduras que se formam quando uma nova página é aberta. Até recentemente este tipo de livro era empregado exclusivamente para o público infantil, mas como as imagens abaixo demonstram este tipo de livro também pode ser utilizado para ilustrar conteúdo didáticos voltados para adultos. Basta saber aliar o conteúdo com algum tipo de animação ou representação como, por exemplo, o uso de gifs animados para representar a execução de algoritmos que já falei aqui no blog.

Pop-up book do jogo Portal

Pop-up book do jogo Portal

Este pop-up book explica as características de certas flores

Este pop-up book explica as características de certas flores

Depois deste pop-up book eu encerro o meu caso

Depois deste pop-up book eu encerro o meu caso

Pegando carona na onda da estereoscopia (o popular 3D) de filmes e da realidade aumentada, já existem alguns livros que contém página com imagens estereoscópias anáglifas (o famoso três com lentes de cores diferentes) e QR codes que mostram animações em 3D. Apesar de interessante, não tenho visto este recurso ser utilizado com fins educacionais e didáticos. Talvez eles possam ser utilizado para visualizar o gráfico de uma função que tenha coordenadas polares ou que seja visualizada de forma melhor em um gráfico com os eixos X, Y e Z. Certamente há diversos exemplos onde tal recurso possa ser explorado para facilitar a compreensão e não apenas como uma curiosidade.

Essa é ou não é uma imagem que faz você querer comprar o livro?

Essa é ou não é uma imagem que faz você querer comprar o livro?

 

Não é bem esse o uso de didático de imagens anáglifas em livros que eu gostaria de ver

Não é bem esse o uso de didático de imagens anáglifas em livros que eu gostaria de ver

O formato retangular tradicional de um livro é algo muito, muito antigo. Enquanto ele pode ser útil para facilitar a leitura, existem alguns livros que exploram como mudar este formato para se destacar dos demais em uma estante de uma livraria, por exemplo. Cito como exemplo desta categoria um livro no formato de um pote de Nutella, de pão tostado e de Hamburguer. Estes livros contêm receitas culinárias que utilizam o ingrediente Nutella, produzem diferentes pãos tostados e mostram como montar hamburguers realmente suculentos, respectivamente.

Sim, existe um livro em formato de Hamburger!

Sim, existe um livro em formato de Hamburger!

Outra abordagem que chamou a minha atenção recentemente foi o projeto Bridgingbook, cuja proposta é tornar a leitura de livros infantis uma experiência interativa através de uma aplicação para um tablet ou smartphone. Não estou falando sobre livros feitos para exclusivamente para iPads (como este ou esta aplicação para construção de livros interativos) que contam como uma interação adicional. O exemplo que citei é uma forma mais natural de expandir, complementar e trazer a vida o conteúdo que já existe em um livro tradicional, como o vídeo abaixo mostra.

Para finalizar, acredito que existem diversas maneiras e abordagens que podem ser empregadas para fugir da maneira em voga de apresentar conteúdo e do formato tradicional do livro. Contudo, enquanto tais propostas podem se tornar didáticas e auxiliar quem está querendo aprender sobre o assunto, elas também podem afastar quem procura a informação curta e grossa e não tem tempo a perder com alegorias, firulas e recursos didáticos.

Enxergando o que ninguém vê

10 de maio de 2013

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Recentemente tive contato com algumas pesquisas muito interessantes na conferência CHI 2013. Vou escrever aqui no blog alguns posts falando sobre ideias, conceitos, protótipos, inspirações e outras coisas que, de uma forma ou de outra, acabaram chamando a minha atenção.

Neste post vou falar um pouco sobre alguns trabalhos que representam aquela observação que quase ninguém consegue perceber. Isso é representado pela frase enxergado o que ninguém vê. Vou focar em alguns aspectos da programação e também e usabilidade neste post, porém este tipo de comportamento pode ser encontrado em qualquer lugar.

Para começar vou recorrer a um tipo de intervenção artística que representa bem este conceito: a street art. O conceito é que o artista observa um local comum de uma cidade e consegue visualizar como completar o que está faltando e montar algum tipo de arte. Por exemplo, observem as figuras abaixo e notem como o artista consegue enxergar algo que ninguém vê e montar uma a obra de arte.

Muitos viram apenas um bueiro. O artista viu algo mais e representou um vício

Muitos viram apenas um bueiro. O artista viu algo mais e representou um vício

Como apenas dois montinhos de grama podem virar algo diferente e alegre.

Como apenas dois montinhos de grama podem virar algo diferente e alegre.

Um letreiro desbotado pode virar uma alusão à diversão

Um letreiro desbotado pode virar uma alusão à diversão

 

Duas caixas monolíticas podem transmitir a sensação de companheirismo/tristeza

Duas caixas monolíticas podem transmitir a sensação de companheirismo/tristeza

Voltando para a área da computação, existem várias pesquisas e ideias que conseguem enxergar além do que está lá para, muitas vezes, realizar uma crítica ou propor outra forma de pensar que vai além do que a maioria das pessoas está acostumada. Vou citar alguns exemplos que recentemente chamaram a minha atenção.

Um trabalho interessante que vi em 2010 e que considero algo que poucas pessoas enxergaram foi a proposta da Julia Schwarz. Ela abordou o modo como eventos são tratados na maioria das linguagens de programação: geralmente temos um controle da interface (como um botão) e associado a uma ação sobre este controle (como o click) temos um método que permite a programação do que se deseja fazer quando a ação é realizada. Isso implica em um modelo onde os inputs acontecem exatamente como foram gravados. Mas e se desejarmos representar algo mais natural como, por exemplo, clicar (ou tocar) em no espaço entre dois botões e disparar o evento click dos dois ao mesmo tempo? Este é um tipo de interação que pode ser feita na vida real e que não é suportado nas interfaces atuais. Neste contexto o trabalho da Julia vai além do tratamento padrão para os eventos e atribui uma probabilidade de ocorrência de ações. Este é o tipo de exemplo onde alguém observa o que já existe e propõe algo que poucos enxergam.

Outro caso é a pesquisa sobre a usabilidade dos displays digitais de sete barras que permeiam diversos mostradores e aparelhos. Na pesquisa de Harold Thimbleby nota-se que pela utilização ubíqua deste tipo de mostrador eles podem gerar problemas em algumas situações (ler de cabeça para baixo, não enxergar o ponto decimal, trocar letras por números, etc) e que poucos fabricantes se preocupam com isso. O trabalho é inovador por mostrar que pouca gente presta atenção neste tipo de display e que ele pode ser melhorado para evitar problemas. Novamente, o pesquisador resolveu se concentrar em algo que todos vemos, mas que poucos enxergam.

Outro exemplo: muitas interfaces tem dificuldade para se adaptar aos aparelhos que permitem interação multi-toque. Simplesmente foçar o usuário a utilizar os controles e elementos da interface do mesmo jeito que utilizamos com o mouse não dá certo. Por isso cito o exemplo do projeto TouchViz que mostra novas formas de trabalhar com gráficos considerando interfaces  sensíveis ao toque. Destaque: o vídeo abaixo mostra que é possível filtrar dados fazendo um gesto parecido com o de uma barreira que vai separando os dados como uma peneira tivesse sido utilizada. Mais uma vez, outro exemplo de como observar algo da realidade que poucas pessoas notam e aplicá-lo no mundo digital.

Não sou muito de seguir esta linha de pensamento, isto é, questionar o establishment e propor algo novo, mas em um recente artigo para o iMasters falei sobre como me incomoda a informação de melhoria de desempenho em banco de dados citada na documentação sem que haja nenhum tipo de teste que comprove a afirmação. Quando escrevi este artigo e depois de sua publicação pude perceber que poucas pessoas despertam o sétimo sentido ou escolhem a pílula vermelha para sair da matriz. Na prática, poucas pessoas questionam o que é colocado de forma civilizada e argumentativa.

Para finalizar, outro projeto no mínimo curioso, mas que representa bem o que é observar o que é proposto e enxergar algo que pouca gente vê. Um grupo de pesquisadores de Taiwan notou que sempre que estamos utilizando um celular ou tablet (Android ou iOS) e resolvemos deitar a posição da tela é ajustada de forma incorreta. Isso pode parecer algo insignificante, mas realmente é uma epidemia pois muita gente sofre disso e não se incomoda de mudar manualmente a posição da tela. Mas o grupo de pesquisadores, que segue a linha de pensamento em que o dispositivo deve se adaptar as nossas necessidades e não o contrário, resolveu instrumentar com sensores os dispositivos e realizar uma pesquisa importante sobre como automaticamente redirecionar a tela do aparelho de acordo com a forma de segurar o dispositivo. Este link mostra um pouco sobre esta pesquisa cujo projeto recebeu o nome de iRotateGrasp.

DatabaseCast #33: Ensinando e aprendendo OLAP

2 de maio de 2013

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Olá, pessoal. Neste episódio do DatabaseCast, o podcast brasileiro sobre banco de dados, Mauro Pichiliani e Wagner Crivelini recebem o convidado Fat Frog do Pó de cash para uma aula sobre OLAP.

Neste episódio você vai saber como analisar os dados de vendas de camisetas, o que tem em uma festa da uva, o que são tabelas fato, dimensões, medidas, hierarquias, modelo estrela e floco de neve. Vai saber também o que fazer em uma reunião com o presidente e como imaginar algo com mais de quatro dimensões.

Não deixe de nos incentivar digitando o seu comentário no final deste artigo, mandando e-mail para  databasecast@gmail.com, seguindo o nosso twitter @databasecast, vendo informações de bastidores no nosso Tumblr e curtindo a nossa página no Facebook. O DatabaseCast pode ser acompanhado no iMasters e também:

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Veja no gráfico abaixo a duração e os tempos aproximados de início e fim de cada bloco:

GraficoTamanhoDatabaseCastEpisodio33

Veja na tag cloud abaixo a contagem das palavras mais usadas nos emails, comentários e tweets do episódio anterior:

TagCloudEp32

Links do episódio:

Visualizando algoritmos

25 de abril de 2013

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Quando estamos aprendendo novos algoritmos geralmente passamos por algumas fases importantes. Contudo, tudo começa com o correto entendimento do problema que o algoritmo se propõe a resolver. Neste ponto já começamos a compreender melhor o contexto e nos acostumar com certas terminologias, conceitos, métricas e algumas informações que vão nos ajudar a criar as variáveis, lógica do algoritmo e também tratar as entradas e saídas.

A apresentação do algoritmo em si pode ser realizada de diversas maneiras. Alguns professores optam por apresentar diretamente uma fórmula matemática. Por exemplo, o algoritmo de mineração de dados utilizado para classificar dados em clusters k means pode ser apresentado como a fórmula abaixo.

Representação matemática do algoritmo K-means

Representação matemática do algoritmo K-means

Outra representação comum é apresentar o algoritmo em pseudo código, como o exemplo abaixo que descreve o mesmo algoritmo k-means.

Pseudo código do algoritmo de clusterização K-means

Pseudo código do algoritmo de clusterização K-means

Estas duas representões são relativamente abstratas e alguns alunos, especialmente aqueles que preferem informações visuais podem ter dificuldade para compreensão. Nestes casos é comum apresentar alguns passos de execução de um algoritmo como imagem, como a figura abaixo que mostra o algoritmo para geração de regras de associação Apriori.

Representação gráfica de alguns passos do algoritmo Apriori

Representação gráfica de alguns passos do algoritmo Apriori

Outro recursos que vem se tornando muito interessante é o uso de animações no formato GIF animado para apresentar certos passos de execução do algoritmo. Apesar de serem muito interessantes, elas se baseiam em uma representação visual de um exemplo e de como apenas certos passos do algoritmo vão agir sobre o que está armazenado nas estruturas de dados utilizadas pelo algoritmo. Abaixo apresento alguns bons exemplos de gifs animados que podem auxiliam muito quem está apresento um novo algoritmo.

Animação do algoritmo A*

Animação do algoritmo A*

 

Representação do funcionamento do algoritmo MergeSort do SQL Server

Representação do funcionamento do algoritmo MergeSort do SQL Server

Algoritmo Fortune para gerar mapas de Voronoi

Algoritmo Fortune para gerar mapas de Voronoi

 

Representação dos dados no algoritmo QuickSort

Representação dos dados no algoritmo QuickSort

Outra representção dos dados do algoritmo QuickSort

Outra representação dos dados do algoritmo QuickSort

 

Problema TSP com algoritmo BranchAndBoud

Problema TSP com algoritmo BranchAndBoud

 

Funcionamento do algoritmo InsertionSort

Funcionamento do algoritmo InsertionSort

Animação que mostra como gerar números primos com o algoritmo Crivo de Erastóstenes

Animação que mostra como gerar números primos com o algoritmo Crivo de Erastóstenes

Algoritmo de Dijkstra

Algoritmo Deep First Search

 

Outra abordagem é tentar alguma representação física do algoritmo, tal como uma dança ou mesmo algum tipo de jogo onde pessoas representam certas partes da lógica envolvida no algoritmo. Os vídeos abaixo mostram exemplos desta técnica que geralmente é aplicada para ensinar algoritmos básicos para crianças ou pessoas com pouco conhecimento e experiência em programação.

De qualquer maneira, quem está começando a aprender o algoritmo e não possui algum contato com o contexto incluindo detalhes do problema, lógica, passos da solução, variáveis, entradas e saídas vai encontrar alguma dificuldade quando se deparar com qualquer uma destas formas didáticas de se apresentar um novo algoritmo e também algum programa, isto é, a implementação do algoritmo em alguma linguagem de programação.

Quem se interessa por alguns algoritmos de mineração de dados, e também implementações simples na linguagem SQL, pode conferir alguns artigos que escrevi para o iMasters e que foram selecionados para o meu livro Conversando sobre banco de dados.

Meus cursos em vídeo aulas

10 de abril de 2013

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Deste 2008 produzo cursos no formato de vídeo aulas em português para a DevMedia e em inglês para o Mr. Bool. No começo entranhei um pouco e tive diversas dificuldades técnicas para montar este conteúdo com uma qualidade de vídeo e áudio que seja, no mínimo, razoável para quem está assistindo. Comecei gravando conteúdo relacionado com banco de dados em português e segui explorando outros tópicos como programação Java e desenvolvimento para dispositivos móveis. Já até gravei cursos em inglês sobre o MongoDB, um banco de dados NoSQL. Bem, segue abaixo a lista de cursos em vídeo aula que já produzi com alguns comentários. Para assistir a maioria dos cursos é preciso adquirir créditos no sistema da DevMedia, mas existem alguns que estão disponíveis gratuitamente.

Curso de Administração do SQL Server 2005. 51 vídeo aulas em 15 horas com término em 12/2008. Este foi o primeiro curso que produzi e no começo tive alguns problemas com a qualidade de áudio de vídeo, porém estes detalhes não atrapalham o acompanhando do conteúdo.

Curso PL/SQL básico no Oracle 10g no Windows. 26 vídeo aulas em 8 horas com término em 7/2009. Neste curso são explicados os principais comandos PL/SQL utilizados no Oracle 10g no Windows e é um dos meus cursos em vídeo aulas mais populares. Todos os scripts com as instruções foram disponibilizadas para download auxiliando o acompanhando do curso.

Curso OLAP como SQL Server 2008. 30 vídeo aulas em 10 horas com término em 5/2010. Este é um curso que sempre quis fazer, mas nunca tive muito tempo. Resolvi arregaçar as mangas e tentar inovar, pois é raro encontrar material passo a passo sobre OLAP em vídeo aulas. Tive um cuidado especial para disponibilizar os dados, modelos e exemplos originais utilizados no curso.

Curso de Refactoring com Java. 33 vídeo aulas em 9,5 horas com término em 10/2010. A produção deste curso foi um verdadeiro desafio, pois a comunidade de Java é muito criteriosa e detalhista. No final, este é um dos cursos que mais me orgulho, pois segue uma metodologia de estudo de caso e consegui mostrar, na prática, como aplicar quase todas as principais refatorações clássicas. Outro destaque é que este curso é inovador e raramente encontra-se material sobre este tipo de assunto no formato de vídeo aulas.

Mini-Curso de OLAP Open Source (Mondrian) em inglês. 13 vídeo aulas em 4 horas com término: 3/2011. Este foi o primeiro mini-curso que produzi (apenas 13 aulas) e sobre outro assunto relativamente difícil de encontrar. Contudo, o curso ficou muito legal e é disponibilizado gratuitamente no site Mr. Bool.

Curso de Administração básica do Oracle 10G Express no Linux. 31 vídeo aulas em 9 horas com término em 8/2011. Este foi o segundo curso de Oracle que produzi e, de longe, o curso que mais me deu trabalho. Destaco que trabalhar com o Linux e administração do Oracle requer um grande conhecimento e tive que aprender muito para entregar este material, mas com certeza valeu a pena.

Mini-Curso sobre o MongoDB em inglês. 18 vídeo aulas em 5,5 horas com término: 12/2011. Este segundo curso em inglês, e disponibilizado gratuitamente, é um dos meus materiais mais populares. Em alguns aspectos eu me surpreendi com o MongoDB e notei que existe muita gente procurando material sobre este software e não consegue encontrar. Novamente, são raros os recursos em vídeo que seguem a explicação passo a passo, desde a instalação até a execução de tarefas avançadas no MongoDB.

Curso de desenvolvimento de aplicação na plataforma iOS. 50 vídeo aulas em 15 horas com término em 03/2013. Este foi um curso onde tive que aprender muito sobre o desenvolvimento na plataforma iOS, mas valeu a pena. Apesar de estar um pouco desatualizado (o curso é focado no SDK 4.0) é possível aprender diversos conceitos importantes para quem quer criar aplicações no iPod, iPhone e iPad. Destaque para a disponibilização de todos os exemplos prontos (projetos, código fonte, imagens, ícones, etc) utilizados nos exemplos do curso.

Mini-Curso de desenvolvimento web na plataforma Sharepoint 2010 em inglês. 23 vídeo aulas em 6 horas com término: 3/2013. Este foi um curso que surgiu da falta de mão de obra especializada em Sharepoint no Brasil. O curso e disponibilizado gratuitamente e contém lições na utilização do Sharepoint como usuário e também como desenvolvedor, incluindo acesso a APIs e desenvolvimento com o Visual Studio.NET.

Hacks de Kinect com código fonte

5 de abril de 2013

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Sempre que eu vejo um hack de Kinect uma das primeiras coisas que procuro é algum tipo de código fonte ou versão de demonstração para poder testar. Quer dizer, se é que podemos chamar de hack a criação de um pequeno projeto que já tem SDK oficial e uma grande comunidade de usuários. Para quem se interessar existe até um blog que só publica projetos relacionados ao Kinect, o Kinect Hacks. Vou listar alguns dos projetos que despertaram a minha curiosidade e que possuem algum tipo de código fonte que possa ser testado.

Controles de interface na ponta dos dedos

O vídeo acima mostra uma das aplicações do framework Candescent NUI cujo foco é fazer o rastreamento de mãos e dedos utilizando o Kinect. Este projeto é muito interessante, pois ele possui vários exemplos e auxilia quem deseja montar uma mesa multi-toque sem se preocupar com detalhes como luz IR e outros. Outros projetos semelhantes são o Kinect Core Vision e o projeto LKB.

Rastreamento de faces

A nova versão do SDK do Kinect incluiu recursos para auxiliar o rastreamento de faces. As aplicações que utilizarem este recurso podem úties para substituição de faces, biometria, realidade aumentada, análise de sentimentos e outras que podem ser exploradas em diferentes contextos. Este link contém algumas informações e exemplo de código fonte para este tipo de reconhecimento.

Tutorial para iniciantes

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Quem está começando a trabalhar com o Kinect e procura um tutorial básico eu recomendo este artigo. Além de apresentar aspectos importantes para o desenvolvimento com o Kinect, o artigo explica bem o tipo de esqueleto que o Kinect reconhece.

Múltiplas câmeras e reconhecimento de mãos

Este projeto mostra como é possível combinar mais de um Kinect para fazer o reconhecimento completo de mãos e dedos em uma posição parecida com a digitação em um teclado. Este projeto  me lembrou muito o tipo de interação que o Leap proporciona, porém com algumas diferenças. Destaque para a aplicação na área médica mostrada no vídeo onde um coração pode ser visto em camadas. É possível obter o SDK, uma chave de licença para testes e os detalhes de  como montar o suporte para os dois Kinects na documentação do projeto.

Scanner 3D

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Existem vários projetos de código livre que empregam o Kinect como um scanner 3D como este, este, este, este e este. Apesar destes projetos auxiliarem muito a digitalização, é preciso retocar o modelo em algum software de modelagem 3D para aparar algumas arestas e finalizá-lo.

DatabaseCast #32: Backup e Restore

30 de março de 2013

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Olá, pessoal! Neste episódio do DatabaseCast, o podcast brasileiro sobre banco de dados, Mauro Pichiliani e Wagner Crivelini recebem o convidado especial Jonny Ken para uma conversa sobre backup e restore.

Neste episódio você vai saber como a biologia e a informática podem trabalhar juntas, por que separar um servidor de direcionamento de um servidor de bookmark, a diferença entre backup e cópia, quais são os tipos e as opções avançadas de backup e finalmente responder obter a resposta para a pergunta: o que exatamente aconteceu com o Migre.me?

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Veja no gráfico abaixo a duração e os tempos aproximados de início e fim de cada bloco:

GraficoTamanhoDatabaseCastEp32

Veja na tag cloud abaixo a contagem das palavras mais usadas nos emails, comentários e tweets do episódio anterior:

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Links do episódio:

Documentários de tecnologia

25 de março de 2013

documentary-home2Recentemente assistir a um documentário de tecnologia muito legal e isso me motivou a escrever este post. Documentários, em geral, são uma importante fonte de informação colocada em um formato agradável de assistir que pode agregar muito além de divertir. Bem, seguem alguns trailers de documentários relacionados a área de tecnologia que ajudam a entender muito do que está acontecendo no mundo sob um ponto de vista geral e também podem gerar margem para diversas reflexões.

Craglist Joe

Este é um ótimo documentário sobre como é possível passar um tempo dependendo apenas da ajuda, boa vontade e caridade de outras pessoas. Destaque para as transformações do protagonista durante a jornada e também para cada figura que ele conheceu no caminho.

We Are Legion

Um documentário que ajuda a entender o movimento por trás do grupo Anonymous e também as atitudes relacionadas ao hackativisto. Imperdível para quem é da área de segurança e está empenhado em mudanças sociológicas e políticas.

Freakonomics

Este documentário, baseado no livro homônimo, tem uma pegada voltada para a economia, mas nem por isso deixa de ser excelente. Destaque para o segmento voltado para a educação mostrando que lá nos EUA também existem muitas escolas sem verba e falidas.

Second Skin

Este é o documentário mais antigo da lista e um pouco desatualizado, mas mostra várias facetas dos MMOs em particular do Second Life e do WOW. Destaque para os diferentes tipos de personalidades que são acompanhadas durante o documentário e como elas são representadas nos mundos virtuais.

TBP AFK

O mais recente dos documentários, aqui podemos ver claramente como é ser parcial. Apesar de mostrar muitos fatos, na minha opinião o resultado final ficou muito tendencioso. Mas vale apena conferir quem está sempre baixando um torrente ou deseja se informar mais sobre leis de direito autoral.

Artigos com modelos de bancos de dados

20 de março de 2013

 

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Muita gente que está começando a trabalhar com banco de dados procura modelos prontos para ter uma base de início. Pensando nisso escrevi diversos artigos para a revista SQL Magazine com modelos de dados prontos. Nestes artigos não só apresento os modelos, mas também descrevo o cenário e explico como aplicar refinamentos e abstrações para que o modelo final fique adequado, seja ele um modelo para OLTP ou para cubos OLAP. Segue uma pequena lista dos artigos que já escrevi sobre modelagem para a revista SQL Magazine. Infelizmente, é preciso ser cadastrado na DevMedia (editora responsável pela revista SQL Magazine) para acessar o conteúdo.

Modelando redes sociais – Parte 1. Publicado em fevereiro de 2007 na edição número 39 da revista SQL Magazine. Este artigo meio que foi inspirado pela febre de redes sociais no Brasil, particularmente pelo Orkut. Destaque para as formas de visualização dos grafos apresentadas.

Modelando redes sociais – Parte 2. Publicado em março de 2007 na edição número 40 da revista SQL Magazine. Aqui efetivamente apresentei a modelagem e comentei rapidamente sobre alguns algoritmos utilizados para obter informações na base de dados de rede social modelada.

Estudos de Caso – Projeto de Bancos de Dados para Controle de Acesso. Publicado em julho de 2008 na edição número 55 da revista SQL Magazine. Um artigo simples com um modelo bem simples, mas que pode ser estendido.

Estudos de Caso – Projeto de Bancos de Dados para Reclamações. Publicado em agosto de 2008 na edição número 56 da revista SQL Magazine. Me diverti muito escrevendo este artigo, especialmente com a piada relacionada à empresa ACME.

Estudos de Caso – Projeto de Bancos de Dados para Comunidades de Jogos OnLine. Publicado em novembro de 2008 na edição número 59 da revista SQL Magazine. Apesar de escolher um jogo de xadrez como base para o cenário de modelagem o modelo final pode ser utilizado por outros tipos de jogos.

Estudos de Caso – Projeto de Bancos de Dados para integração com a base de dados de CEPs. Publicado em dezembro de 2008 na edição número 60 da revista SQL Magazine. Um dos artigos de modelagem mais interessantes que escrevi, pois há pouco conteúdo que aborda a base de dados do DNE.

Estudo de Caso – Projeto de Banco de Dados para Assistência Técnica. Publicado em junho de 2009 na edição número 65 da revista SQL Magazine. Este modelo de dados foi criado depois de lembrar que há muito tempo atrás um colega teve sérios problemas com o banco de dados de um sisteminha para o controle de ordens de serviços de sua assistência técnica.

Estudos de caso – Projeto de Banco de Dados para Controle de Frota. Publicado em outubro de 2009 na edição número 69 da revista SQL Magazine. Este modelo surgiu de uma situação muito comum em empresas que emprestam veículos para os seus funcionários.

Estudos de caso – Projeto de Banco de Dados Multidimensional para um sistema de logística. Publicado em fevereiro de 2010 na edição número 72 da revista SQL Magazine. A minha estreia de modelos multidimensionais. Não estava bem certo do como o público reagiria, uma vez que há pouca variação nos modelos multidimensionais prontos que encontrados na literatura.

Estudos de caso – Projeto de Banco de Dados para Reembolso. Publicado em março de 2010 na edição número 73 da revista SQL Magazine. Este modelo foi baseado em um sistema que tive que dar manutenção em uma consultoria. Destaque para o uso de fluxogramas para explica como funcionam as etapas do processo de reembolso.

Estudos de caso – Projeto de Banco de Dados para Condomínios. Publicado em abril de 2010 na edição número 74 da revista SQL Magazine. Este modelo surgiu de uma conversa com um colega sobre as brigas que acontecem quando se participa de uma reunião de condomínio.

Projeto de Banco de Dados para Campanhas Publicitárias. Publicado em dezembro de 2010 na edição número 82 da revista SQL Magazine. Este modelo é uma tentativa de tentar organizar a mensuração de resultados de campanhas publicitárias, algo que não é muito bem organizado em agências de propaganda, sejam elas digitais ou não.

Análise do modelo de dados do WordPress, Joomla, Drupal e Magento. Publicado em abril de 2011 na edição número 86 da revista SQL Magazine. Aqui não apresento um modelo criado por mim, mas faço vários comentários em relação aos modelos de dados de quatro CMSs prontos e que tem muito o que melhorar.

Um modelo para visualização de dados em blogs. Publicado em fevereiro de 2012 na edição número 96 da revista SQL Magazine. Outro modelo OLAP que surgiu após a minha participação em uma hackathon.

Quem se interessa por este tipo de conteúdo também pode gostar do episódio do DatabaseCast número 24 onde conversei sobre modelagem de dados com meus colegas Wagner Crivelini e Ricardo Rezende.

DatabaseCast #31: Comunidades

7 de março de 2013

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Olá, pessoal! Neste episódio do DabataseCast, o podcast brasileiro sobre banco de dados, Mauro Pichiliani, Wagner Crivelini, Alex Rosa, Alexandre Borba e Og Maciel fornecem ajuda uns aos outros e falam sobre comunidades. Neste episódio você vai aprimorar suas habilidades como vendedor, fugir do bullying, identificar quais são os perfis típicos de comunidades, como e quando contribuir com comunidades, como se relacionar com pessoas em listas, fóruns, chats e reunião de condomínios, como gravar um podcast no seu aniversário e ficar atento para dançar Gangnam Style!

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Veja no gráfico abaixo a duração e os tempos aproximados de início e fim de cada bloco:

GraficoTamanhoDatabaseCastEp31

Veja na tag cloud abaixo a contagem das palavras mais usadas nos emails, comentários e tweets do episódio anterior:

TagCloudEp30

Links do episódio: