Aggregation fail

PostAggregationFailCapaVitrine

Recentemente ouvi este termo – aggregation fail – e fiquei pensando um pouco sobre ele. Quando trabalhamos com tecnologias para BI, especialmente OLAP, é comum agregarmos dados para realizar análises. Geralmente esta agregação é feita pela média de valores ou pelo soma total, mas vou me concentrar apenas nos casos que utilizam a média.

Quando utilizamos o valor médio para uma análise precisamos levar em consideração que, dependendo da quantidade de dados, é possível ter sérios problemas de interpretações nas análises. A propósito, a primeira vez que ouvi o termo aggregation fail foi no vídeo abaixo que detalha o projeto selficitie, cujo objetivo é analisar detalhes sobre o fenômeno de fotos tipo selfie.

Voltando a falar sobre a média, quando analisamos apenas o valor desta métrica podemos ter problemas em compreender efetivamente como os dados são distribuídos e chegar a conclusões incorretas. A figura abaixo ilustra um pouco desta situação onde podemos nos dar mal se considerarmos apenas a média.

FiguraBuraco

Infelizmente muitas pessoas, e em especial jornalistas que gostam de generalizar e criar títulos chamativos para notícias, não conseguem compreender as implicações de analisar apenas a média. E quem conhece um pouco mais sobre estatística sabe como é importante apresentar a média acompanhada de outros valores como o valor mediano e o desvio padrão. Estatisticamente falando, podemos utilizar também a moda para comparar melhor o comportamento dos dados.

FiguraMediaMedianaModa

Do ponto de vista de visualização de informações e algoritmos, precisamos sempre considerar vários aspectos quando trabalhamos com grandes quantidades de dados. Pensar somente na média é contraproducente, mas pode ser um bom começo para análises mais profundas.

Não há muito um caminho certo ou errado a seguir aqui, mas sou a favor e acredito que a combinação de estatísticas, agregações, mineração de dados e ferramentas que permitem manipular os dados podem ser mais úteis para a descoberta de padrões e valores muito fora do comum e anormais do que a análise de dados agregados pela média. Por exemplo: a figura abaixo mostra o rosto médio de mulheres de acordo com diversos países. Esta visualização é interessante, mas há muito mais por trás disso do que a imagem mostra, especialmente em casos onde há populações com pouca miscigenação e com características faciais marcantes mantidas a gerações.

average-facePor isso sempre que me deparo com uma análise de dados ou ferramenta de BI fico a procura de como os dados podem ser mostrados além da média ou outra forma de agregação. Este ponto é algo que agrega valor ao produto e permite análises mais detalhadas do que simplesmente enquadrar valores em grupos ou estereótipos de acordo com valores médios.




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DatabaseCast 43: Indústria vs. Academia

VitrineDatabaseCast43Olá, pessoal! Neste episódio do DatabaseCast, o podcast brasileiro sobre banco de dados, Mauro Pichiliani (@pichiliani) e Wagner Crivelini (@wcrivelini) voltam para a sala de aula para discutir sobre banco de dados na indústria (mercado) e na academia (pesquisa) com o convidado Rodrigo Rocha.

Neste episódio você vai compreender as diferenças entre um trabalho e uma pós-graduação, aprender a fazer lobby, controlar satélites a partir de metamodelos, adaptar-se a um orientador e descobrir como escrever algo para que seja lido pelo pessoal da NASA.

Promoção:

Envie para databasecast@gmail.com um arquivo MP3 dizendo (na língua do Pi) qual é o título da tese do Rodrigo Rocha ( dita no DatabaseCast 42 ) e concorra a uma camiseta Fluxo Matrix ou Sonho Fractal do DatabaseCast! Mas corra: apenas o primeiro e-mail que chegar com a frase correta (sim, naquela língua do Pi!) será o ganhador!

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DatabaseCast 42: História do MongoDB

VitrineDatabaseCast42

Olá, pessoal! Neste episódio do DatabaseCast, o podcast brasileiro sobre banco de dados, Mauro Pichiliani (@pichiliani) e Wagner Crivelini (@wcrivelini) aprendem sobre a história do MongoDB com os convidados Christiano Anderson (@dump) e Suissa (@osuissa). Neste episódio você vai criticar um nome de um banco de dados, discutir sobre NoSQL e SQL, prevenir uma gravidez eventual, conhecer o teorema CAP, embolar suas transações e modelos OLAP no JSON e ficar ligado no que pode ser o seu próximo banco de dados.

Camisetas do DatabaseCast:

Camisa Data baseCast Sonho FractalCamiseta DatabaseCast Fluxo Matrix

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Novos começos

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Há algum tempo atrás escrevi aqui no blog sobre uma oportunidade que tive para sair da minha zona de conforto, aprender coisas novas e cuidar de mim mesmo. Depois de passar por essa experiência queria escrever algo para fechar este importante capítulo da minha vida.

Aprendi muito no período que fiquei nos EUA durante o meu doutorado sanduíche. Fiz novos amigos, experimentei situações, comidas, entretenimentos, modo de vida (o famoso american way of life) e fiquei exposto a muitas novas ideias. É até meio simplório demais tentar resumir tudo o que passou em apenas algumas poucas linhas de texto. Fico com a sensação que tudo o aconteceu é representado por cada pixel da tela do monitor enquanto o que eu consigo descrever é tão pouco e pequeno quanto o ponto final que termina esse parágrafo.

Estou voltando para casa para rever minha família, amigos, lugares e tudo que é familiar para mim. Apesar de sempre ficar com aquela sensação que poderia ter realizado muito mais, é certo que volto com itens na bagagem que vão além das coisas que podemos tocar ou por um preço. Trago de volta experiência de vida, novos pontos de vista, sensações, conhecimento e saudade do que vai ficar para trás. Mas junto com tudo isso tenho aquela vontade de começar de novo, mesmo que seja em um lugar tão conhecido.

Uma das coisas legais que ouvi aqui é que cada dia é um novo dia e cada momento é um novo momento. E ambos são cheios de oportunidade para aqueles que correm atrás do que querem e não se incomodam de passar por muitas coisas durante a jornada.

E para fechar este post, um pedaço de uma letra de uma música que mais ou menos resume o caminho de volta.

Closing times

Open all the doors and let you out into the world

Closing times

Time for you to go out to the places you will be from

Closing times

Every new beginning comes from some other beginning’s end

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Dicas para criar vídeo aulas, tutoriais em vídeo e webinars

DicasVideoAulaTutorialWebinarCapaJá faz pelo menos 10 anos que produzo diversos conteúdos no formato de vídeo aula. Este formato de ensino é muito importante para quem está aprendendo, pois ele mostra passo a passo como realizar uma determinada tarefa na prática sem rodeios.

Lembro bem quando o YouTube começou a se popularizar antes dele ser comprado pelo Google e como as vídeo aulas ou tutorais em vídeo começaram a aparecer. Desde aquela época até hoje tenho não só produzido conteúdo neste formato como também consumo e aprendendo muito. Devido à minha experiência na produção deste tipo de material resolvi apresentar algumas dicas e recomendações para quem quer ensinar algo neste formato. Não por coincidência, utilizo algumas destas recomendações para produzir o DatabaseCast de modo mais profissional possível.

Estas dicas podem ajudar produtores de conteúdo em vídeo e também o pessoal que produz cursos, seminários na web (webinars) e também quem faz demonstrações ao vivo em palestras com live coding.

Evite ruído

Quem está assistindo a uma vídeo aula quer aprender algo e qualquer tipo de distração pode acabar atrapalhando o aprendizado. Infelizmente é muito comum encontrar vídeo aulas com muito ruído no áudio, sendo que os mais comuns são: carros passando na rua próxima à gravação, barulho de avião, cachorro latindo, porta e janelas se abrindo, vozes de terceiros ao fundo e bebê chorando. Este tipo de ruído de fundo atrapalha a concentração de quem está ouvindo o conteúdo e dá a impressão de quem está produzindo o vídeo não é detalhista e não se preocupa com o resultado final.

Outro tipo de ruído muito comum é aquele produzido por quem está falando. Muitas vezes é possível ouvir alguém tossindo, arrotando ou produzindo sons corporais estranhos que confundem quem está assistindo ao vídeo. Outro ponto importante é evitar vícios de linguagem, sotaque muito carregado, palavras de baixo calão e expressões culturais muito específicas de uma região, uma vez que não se pode prever quem será a audiência. Também é importante manter o ritmo da voz (não falar muito rápido e nem muito devagar) e sempre ouvir como ficou o conteúdo antes de publicá-lo.

Muitas vezes não dá para evitar que isso aconteça durante a gravação. Nestes casos é preciso ter paciência e gravar de novo. Eu sei, às vezes é muito complicado gravar somente a parte que ficou com ruído, mas se você quer produzir um vídeo de sucesso vai ter que esforçar. Também é possível tirar algum ruído com o programa de edição, porém esta opção deve sempre ficar em segundo plano.

Sempre disponibilize os artefatos utilizados

Durante o decorrer da gravação é muito comum manipular diversos artefatos tais como código fonte, imagens, modelos, projetos, arquivos de estilo, XML, CSV, dados de tabelas, arquivos de configuração e outros.

A maioria das pessoas que assiste a uma vídeo aula quer, em algum momento, tentar algo que foi mostrado e, para isso, é necessário o acesso aos recursos utilizados. Portanto, sempre disponibilize os artefatos empregados no vídeo para a audiência. Estes arquivos podem ser colocados em um serviço tipo GitHub ou mesmo em um repositório de arquivos com acesso direto para download. Lembre-se: quanto mais fácil for o acesso aos arquivos mais simples vai ser alguém testar o que foi explicado no vídeo e, quem sabe, gostar e ajudar na divulgação do seu vídeo.

Mantenha um clima informal

Quem assiste a uma vídeo aula quer a informação de forma rápida e simples. Porém isso não quer dizer que deve-se sempre utilizar um tom formal, seco e frio. Para auxiliar o aprendizado é possível colocar algumas pitadas bem ponderadas de humor e seguir uma linha informal sem comprometer o conteúdo.

Sarcasmo, alívio cômico, ironia, irreverência, zé-gracismo e outros tipos de humor podem ajudar o seu vídeo a se popularizar e tornar mais leve a tarefa do aprendizado, especialmente se você estiver apresentando conceitos teóricos ou uma sequência grande e complexa de passos a serem seguidos. Só não abuse deste recurso e não se esqueça de voltar para o tópico do vídeo rapidamente.

Mostre claramente a tela

DicasVideoAulaTutorialWebinarMostreTela

Talvez a principal reclamação de quem assiste uma vídeo aula seja a dificuldade para enxergar algo. Atualmente a resolução tanto de desktops quanto de plataformas móveis cresce cada vez mais e nem sempre é possível mostrar claramente todos os locais onde se está clicando, digitando ou mesmo posicionando o mouse sem usar nenhum recurso adicional. Aliado a este cenário temos a interface de IDEs e ferramentas se tornando cada vez mais complexas e com diversos elementos que ocupam boa parte da tela.

Existem diversas maneiras de se facilitar a visualização do conteúdo tais como: utilizar alguma ferramenta de zoom (como o Zoom it), colorir uma região da tela quando um clique é realizado ou mesmo inserir o conteúdo de um comando, linha do código fonte ou uma URL diretamente no vídeo durante a etapa de edição. Independente da maneira escolhida, SEMPRE garanta que o que foi mostrado pode ser visto claramente e sem ambiguidade.

Outro ponto importante é a separar do conteúdo que será mostrado no vídeo dos arquivos e configurações pessoais. Uma ótima alternativa para isso é recorrer a máquinas virtuais (VMWare, Xen, etc), pois elas criam um ambiente separado da máquina de quem cria o vídeo. Afinal de contas, quem está assistindo ao vídeo não quer ser distraído pelos ícones no desktop, histórico do navegador ou aplicativos que estão rodando na máquina de quem produz o vídeo e que não são relacionados com o conteúdo apresentado.

Assine seu trabalho

DicasVideoAulaTutorialWebinarAssineTrabalho

Muitas pessoas que produzem vídeo aulas acabam indo diretamente para a parte técnica e não gastam alguns momentos para se apresentar e fornecer seus contatos. Vale à pena investir em vinhetas ou mesmo colocar de forma adequada o nome do autor junto com os seus contatos. Mas não abuse: evite ficar pedindo likes e assinantes do seu canal em todos os vídeos. Também não gaste mais tempo falando da sua experiência, qualificação, habilidades e títulos do que apresentando o conteúdo.

Outra dica é assinar a sua obra da mesma forma que os artistas fazem. Existem diversas maneiras para se fazer isso: vinhetas, marca d’água, papel de parede do desktop ou trilhas sonoras exclusivas. Além de registrar o seu conteúdo estes recursos mostram que você está preocupado em ser profissional e se destacar pelo seu trabalho.

Foco no conteúdo

DicasVideoAulaTutorialWebinarFocoConteudo

A vídeo aula que se propõe a ensinar algo através da demonstração prática deve evitar enrolação. Isso quer dizer que é importante citar os aspectos teóricos necessários sem divergir muito do assunto. Também é interessante citar um ou outro exemplo de situações onde o que está sendo mostrado pode ser útil.

Outro ponto importante do conteúdo é a descrição de algum pré-requisito ou recurso necessário. Dizer logo no começo qual é a edição e versão do sistema operacional e dos demais softwares utilizados ajuda quem está assistindo a saber se vai ser possível testar o que foi apresentado no ambiente atual ou se vai ser necessário alguma configuração ou criação de um ambiente adequado. Isso é importante: sempre deixe claro que o que está sendo mostrando funciona em um determinado contexto específico e que a sequência de passos funciona no momento em que a vídeo aula foi gravada, pois menus podem mudar, comandos podem deixar de existir e funcionalidades podem ser modificadas ou removidas. Ninguém sabe no futuro como os softwares vão estar e, por isso, destacar o contexto é importante.

Procure sempre melhorarDicasVideoAulaTutorialWebinarFeedBack Quem produz conteúdo em vídeo aulas para a internet deve sempre se preocupar com o feedback. Isso quer dizer que é importante ouvir o que as pessoas dizem ou ver o que elas escrevem em comentários. Isso é fundamental para saber o que funciona ou não do ponto de vista de conteúdo e da forma que ele é apresentado.

Tão importante quando ouvir o feedback é saber quais são os feedbacks bons e ruins. Muito do que é postado em comentários basicamente não agrega nada ao conteúdo atual e futuro, especialmente quando há mais foco em detalhes insignificantes do que nos pormenores essenciais para o aprendizado.

Em geral quem produz muito conteúdo no formato de vídeo aula deve sempre procurar melhorar e isso pode ser feito de várias formas: novos conteúdos, novas formas de apresentar o conteúdo, aprimoramento na qualidade técnica (novo hardware para captação de áudio, melhorias na edição), interatividade na audiência, recursos novos de divulgação de conteúdo e outras técnicas podem levar o seu conteúdo novos patamares de reconhecimento e criar uma comunidade em volta do que você produz. E isso caro leitor, é um dos principais segredos de quem produz conteúdo de qualidade na internet.

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DatabaseCast 41: Ego e humildade

VitrineDatabaseCast41

Olá, pessoal! Neste episódio do DatabaseCast, o podcast brasileiro sobre banco de dados, Mauro Pichiliani (@pichiliani) e Wagner Crivelini (@wcrivelini) baixam a bola e discutem ego e humildade com os convidados Grazielle Codogno (@gcodonho) e Humberto Rocha (Humberto.R.Ferreira@sprint.com). Neste episódio você vai descobrir a diferença entre ovos de galinha e de pata, como lidar com pessoas com ego e humildade em excesso, por que os títulos de certificação na assinatura do e-mail enganam e saber o que é o modo de tratamento criveliniano.

LANÇAMENTO DAS CAMISETAS DO DATABASECAST!!!

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Recomendação de quadrinhos

Desde pequeno que eu leio quadrinhos, graças ao incentivo do meu irmão mais velho que sempre gostou das histórias de super heróis. Pensando bem, acho que este gosto também veio por influência do meu pai que sempre leu muitos livros e que só gostava de um tipo de herói nos quadrinhos: o Fantasma (que não por acaso foi o primeiro herói dos quadrinhos sem super poderes).

Como já recomendei livros, filmes, documentários, cursos, e até discursos aqui no blog vou comentar alguns quadrinhos que gostei muito. Esta pequena lista contém arcos de histórias fechadas e que possui algo em comum: eles me fizeram pensar muito em diversos aspectos. Não tenho nada contra o gênero de heróis ou super-heróis e acredito que estas recomendações fogem um pouco do que é considerado mainstream.

De qualquer maneira, vale à pena a leitura das obras abaixo não apenas pelos detalhes técnicos (história, arte, narrativa, formato, etc) mas principalmente pela reflexão que elas podem proporcionar durante e após a leitura. Podem ficar tranquilos que não vou citar nenhum spoiler ou algo que posso atrapalhar a experiência de leitura.

The Sword

Eu já tinha lido alguma coisa dos irmãos Luna, mas acredito que esta história seja a obra prima deles. Os autores misturam muito bem mitologia, super poderes, aspectos sociais e teológicos para contar uma ótima história sobre superação tanto física quanto psicológica. O destaque vai para o modo como a história é contata e as reviravoltas que são apresentadas especialmente quando o final se aproxima.

Y: The Last Man

YTheLastMan

Esta HQ está mais para uma saga do que para uma história fechada, pois ela se estende por mais de 50 edições. Apesar disso, é muito interessante ver como a sociedade vai se desestruturando e se moldado à nova realidade apresentada pelo enredo da história.

Confesso que há muitas partes que poderiam ter ficado de fora e que, em certos momentos, a história fica surreal, monótona e alongada demais. Contudo, vale a pena acompanhar o desenrolar da trama que atualmente acaba sendo muito explorado em filmes de apocalipse onde a sociedade que conhecemos não existe mais (principalmente em filmes com temática Zumbi, já que esse tema está na moda). Dois destaques: as ótimas capas que sempre contém um Y e a forma como as pessoas comuns da história (não os protagonistas) vão se adaptando à nova realidade.

Midnight Nation

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Midnight Nation realmente foi um achado muito inesperado. No começo imaginei que a história ia seguir para um caminho, mas ela acabou tomando um rumo completamente diferente do que eu pensei. O foco aqui é nas pessoas e nas relações entre elas. Erros, acertos, dramas, caminhos, promessas e vontate são algumas palavras que me vêem à mente logo que lembro desta história que pode não agradar a todos com sua mistura de fantasia e realidade. Os destaques vão para a crítica social à economia e a sociedade dos EUA e à excepcional personagem Laurel que rouba a cena e acaba tendo um papel tão importante quanto o protagonista principal.

We3

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We3 é uma história que tem um potencial enorme para mexer com o cerne de qualquer pessoa que tem ou já teve um animal de estimação. A profundidade de caráter que o autor consegue atribuir aos personagens principais é muito grande mesmo contrastando cenas de pura violência com situações de ternura. A história se foca em descrever como os animais se tornaram armas e o que vai acontecer com eles. Como leitor é muito difícil não imaginar como nos sentiríamos em relação aos personagens se o que é contado na história realmente acontecesse e isso é, na minha opinião, o grande diferencial da história. O destaque vai para como os animais se expressão entre si e com os humanos ao redor deles.

Maus

Por fim, mas não menos importante, Maus. Muito já foi dito sobre esta história tanto em relação ao seu conteúdo como a sua importância para a literatura, história e para o formato de quadrinhos em geral. Lembro que não conseguia parar de ler uma vez que comecei mesmo levando em consideração que a arte é muito simples e não tem o amontoado de cores e cenas de ação que tantas histórias em quadrinhos hoje em dia exploram. O destaque vai para grande sequência de eventos e tudo pelo qual o protagonista passou. Ao ler esta obra você fica torcendo e imaginando como o protagonista vai encarar e passar por cada uma das situações. Lembro que gostei tanto desta obra que fiz questão de comprar uma versão física e dar de presente para o meu irmão, que também apreciou muito a HQ.

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DatabaseCast 40: Automação de tarefas

VitrineDatabaseCast40

Olá, pessoal! Neste episódio do DatabaseCast, o podcast brasileiro sobre banco de dados, Mauro Pichiliani (@pichiliani) e Wagner Crivelini (@wcrivelini) automatizam suas tarefas com o convidado Laerte Junior (@LaerteSQLDBA). Neste episódio você vai descobrir porque é importante automatizar uma tarefa, como monitorar servidores remotos, gerenciar scripts, confundir outros DBA com comandos de uma linha só, gerenciar centenas de servidores, elaborar testes que dependam da interface do usuário e cuidar do sonho da casa própria de muitas galinhas.

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DatabaseCast 39: Passado, presente e futuro do Oracle

VitrineDatabaseCast39

Neste episódio do DatabaseCast, o podcast brasileiro sobre banco de dados, Mauro Pichiliani (@pichiliani) e Wagner Crivelini (@wcrivelini) estudam o passado, presente e futuro do Oracle com o convidado Ricardo Portilho Proni (@rportilhoproni).

Neste episódio, você vai saber quem poderia vestir a armadura do Homem de Ferro, quais são as funcionalidades do Oracle 8i, 9i, 10g, 11g e 12c, como trabalhar de plantão no dia dos namorados, o que é que em na documentação do Oracle e descobrir como um manual (de papel!) pode fazer toda a diferença em uma consultoria.

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Projeto DoubleHands

 Modo oposição do projeto DoubleHands

Modo oposição do projeto DoubleHands

Recentemente falei aqui no Blog um pouco da minha experiência com reconhecimento de braços e mãos. Este estudo que fiz foi para produzir o meu projeto para o concurso da Intel, o Intel Perceptual Challenge.

A minha proposta para este concurso chama-se DoubleHands e o objetivo é auxiliar o tratamento das dores psicológicas de pessoas que perderam os membros superiores. A ideia foi utilizar a câmera da Intel para reconhecer uma das mão e dedos e replicá-los virtualmente auxiliando psicólogos que estiverem trabalhando com pacientes cujas mãos ou braços foram amputados. Logo abaixo estão os slides que utilizei para mostrar esta idéia.

Também produzi um vídeo no YouTube que mostra um pouco melhor os três modos propostos.

Infelizmente não tive tempo e outros recursos para implementar tudo que eu queria. Analisando melhor agora, penso que produzi mais ou menos 60% do total do projeto, mas mesmo assim a minha proposta foi uma das 10 vencedoras do concurso. Devido à minha colocação eu ganhei um celular, mas o verdadeiro prêmio para mim foi conhecer e aprender novos problemas, cenários, tecnologias e oportunidades durante o concurso.

Aproveitei o que desenvolvi e mostrei este projeto para algumas pessoas que realmente se interessaram. Talvez eu não trabalhe nele diretamente, mas vou aguardar e ver os frutos que esta pesquisa podem trazer no futuro.

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