Filmes com interfaces neurais

Não sou muito de recomendar filmes, mas como recentemente estou estudando muito sobre interfaces neurais, ou Brain Controlled Interfaces (BCI),resolvi contar aqui no blog alguns exemplos de filmes que abordam este assunto. Geralmente a ficção científica gosta de inserir este tipo de tecnologia para suportar a trama ou mesmo para sugerir novas formas de interação com as máquinas. Além disso, proporcionar um aspecto de modernidade também é muito utilizado como inspiração para pesquisadores e cientistas como quem está escrevendo este texto. Bem, vamos ver uma pequena lista de filmes que, de uma maneira ou outra, abordam este tipo de tecnologia de maneiras bem diferentes. Sintam-se à vontade para contribuir com mais referências através do uso dos comentários.

Matrix (1999)

Neste clássico da ficção científica podemos notar que a interface é invasiva, pois os personagens precisam inserir uma agulha grande na base da nuca. O filme se concentra muito em questões filosóficas e explora muito a quão perfeita uma simulação pode ser. Apesar disso, destaca-se que certos efeitos que acontecem no mundo virtual afetam o usuário. A interação em si é completamente imersiva e o usuário controla um avatar completamente virtual modelado à sua imagem e semelhança, porém com capacidades super-humanas. Destaque: não é preciso se conectar sempre à Matrix, ou seja, a simulação completa. Os programas de treinamento mostram que é possível utilizar tal tecnologia em contexto off-line para aprendizado.

Avatar (2009)

Neste filme o foco principal é a discussão de questões éticas ligadas à ecologia. O filme mostra rapidamente como a interação é realizada através de uma câmara com sensores não invasivos. O controle é aplicado a um ser biológico, o avatar, diretamente no mundo real e que é específico para um usuário, pois ele foi ‘criado’ de acordo como DNA de quem o irá controlar. Nota-se que a interação é completamente imersiva até no contexto sensorial que existe no avatar, mas que não existem em contrapartida no usuário. Destaque: o sistema é tão intuitivo e fácil de aprender que logo no primeiro uso o personagem já consegue realizar tarefas complexas sem muito treinamento e experiência com o sistema.

Surrogates (2009)

Aqui temos um filme que mistura a interação neural do usuário com robôs. O foco principal é discutir comportamento e questões sociais de um mundo onde 90% da população mundial utilizam os robôs, chamados de surrogates. A interface é apresentada como uma cadeira e diversos sensores não invasivos. O usuário controla completamente o surrogate, mas não tem acesso a certos elementos sensoriais (dor, calor, frio, etc). Os robôs possuem capacidade além das humanas e são criados para serem baseados nos usuários, porém esteticamente superiores. Destaque: o uso de vários locais para recarregar os robôs, a constante comparação na aparência entre os usuários e seus surrogates e a capacidade de um sistema central que permite desligar qualquer surrogate sem o controle do usuário.

Gamer  (2009)

Este filme não possui uma interface neural de acordo com a definição de BCI, pois o usuário controla outro ser humano através de gestos. A interface neural é não invasiva está no controlado e não no usuário, pois o tema da trama é que presidiários tem uma segunda chance se participarem de um jogo mortal. Aqui o foco é discutir limites da violência em jogos, segundas chances e também até que ponto o entretenimento pode ser letal. Destaque: o controle é feito diretamente de um ser humano para outro. O controlado está consciente o tempo todo e mesmo que ele não concorde ou não queira ser controlado não há nada que ele possa fazer.



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5 respostas a Filmes com interfaces neurais

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  3. Erotildes disse:

    Olá, gostaria de saber se vc sabe onde posso encontrar o filme “mundo neural”.

    Obrigada,
    Erotildes

  4. pichiliani disse:

    Olá Erotildes,

    Infelizmente eu nã conheço este filme e também não sei onde você pode encontrá-lo.

    Mauro Pichiliani

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