Lidando com o stress de programadores

Figura1_CapaStress

Uma situação muito comum em projetos de software onde as coisas não vão bem: programadores estressados e com atitudes agressivas. Neste post vou falar um pouco sobre como lidar com este comportamento nocivo para projetos de software.

Figura2_ProgramadorNervosoDurante a minha carreira já tive a oportunidade de participar de alguns projetos de software onde, infelizmente, o andamento não saiu como o planejado. Nestas situações é relativamente comum encontrar os membros do projeto passando por situações onde o comportamento emocional é de fúria, raiva, nervosismo e stress. Neste post não proponho uma fórmula mágica para acabar com isso, mas vou comentar algumas ações que podem ser feitas para tentar ajudar a minimizar os danos que podem ser causados por reações emocionais extremas como estas citadas neste parágrafo.Figura3_OrigemStressAcredito que o primeiro ponto é procurar entender a causa do stress. Isso pode estar ligado a algo pontual que aconteceu, como uma falha de hardware, software, um fornecedor que prestou um serviço ruim, ou a diversas situações que vem sendo acumuladas durante o projeto fazendo com que um problema atual seja a famosa gota d’agua que fez o “copo transbordar”. Saber como as coisas chegaram ao ponto de gerar stress é importante para conseguir lidar com ele. Obviamente, tratar a causa direta é bem mais complicado e depende muito de todos os envolvidos diretamente na situação.

Quando um programador está nitidamente estressado ao ponto onde esta situação comprometerá seu desempenho a melhor coisa que pode ser feita é afastá-lo de suas funções. Isso é muito bonito na teoria, mas na prática isso raramente pode ser feito devido a prazos, falta de gente na equipe, conhecimento acumulado em uma só pessoa e outras características tão comuns em projetos de software.

Figura4_OfficeSpace

Nestes casos é preciso uma avaliação mais objetiva de um gerente de projeto ou outro líder para ver se o nível emocional do profissional pode ser ou não tolerado no momento sem que isso gere problemas no futuro como, por exemplo, boicote, motim, fraudes ou até comportamentos agressivos que podem levar a violência (física ou psicológica). Aqui atribuo a responsabilidade do comportamento emocional e profissional diretamente ao líder ou superior do programador estressado:  faz parte das atribuições de um líder cuidar do estado emocional dos membros da sua equipe caso tal estado esteja influenciando negativamente o projeto.

Normalmente as causa de stress são opiniões diferentes, descontentamento com andamento do projeto e o mais importante de todos: problemas de relacionamento com pessoas, sejam gerentes, clientes, patrocinadores ou até membros da equipe. Na maioria das vezes não é sobre quem está certo versus que está errado, mas sim quais e como certas decisões foram tomadas e suas implicações na parte tecnológica, gerencial e até mercadológica do software.

Figura5_Wac-a-mole

Quando fui pesquisar um pouco o assunto de stress notei que existe uma recomendação paliativa bacana que pode ajudar quem está muito nervoso, cansado e até com raiva: o gasto de energia. Novamente, isso não é uma fórmula mágica para resolver os problemas, mas ao menos pode fazer com que a pessoa reduza um pouco seu nível de nervosismo e se acalme. É importante destacar que nem todos podem ser a favor ou mesmo gostar deste tipo de sugestão para aliviar o stress.

Isso quer dizer que investir em algo para esgotar fisicamente quem está sob stress pode ser benéfico, mas não em todos os casos. O mecanismo aqui é facilitar uma válvula de escape antes que a pessoa “exploda” e acabe descontando toda sua raiva em algo que pode gerar sérias consequências no futuro.

Por exemplo, muitas empresas possuem áreas de recreação com brinquedos que forçam o gasto de energia e que podem aliviar o stress. Destaco aqui exemplos como saco de areia para treinamento de boxe, pula-pula para adultos, a famosa máquina com cesta de basquete (muito comum em shoppings), brinquedos tipo whac-a-mole e outras atividades físicas e individuais que façam a pessoa realmente gastar energia sozinha.

Figura7_ConcentradoLivro

Há também atividades mentais e cognitivas tais com obras de arte (literatura, cinema, música, games) escapistas, porém em geral elas não são tão efetivas para afastar o stress e nervosismo temporário. Talvez elas possam até ajudar no curto prazo para “colocar a cabeça no lugar”. Contudo, o foco destas é no entretenimento ao invés de esvaziar a energia da pessoa que está passando por muito stress. Geralmente a efetividade desta abordagem é limitada a perfis de profissionais introvertidos.

Para concluir, é fato que várias situações vão gerar (e estão gerando neste momento!) stress em programadores durante projetos de software. Cada pessoa reage de forma emocionalmente diferente, mas independente de cada caso é preciso acompanhar os níveis de stress e tomar atitudes para que o estado emocional não escale para ações que podem levar à violência e outros comportamentos extremos.



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3 respostas a Lidando com o stress de programadores

  1. Luis Canabarra disse:

    Bom dia Mauro,

    Olha Mauro já passei por isso e no meu caso atividade física foi fundamental , sair da frente do micro respirar um pouco , correr , bike , academia enfim oxigenar a cérebro e ter outras atividades manuais. Um outro ponto é não ficar absorvendo responsabilidades em demasia referente a projetos , no meu ponto de vista é claro, é preferível manter a saúde física e o equilíbrio emocional , do que querer fazer tudo e ficar doido.

  2. Ótimo!!

    Em minha opinião, quando se trata de uma válvula de escape para o stress, cada um deve “se auto julgar-se a si mesmo” e saber o que é melhor para si. Claro, há essas formas padrões que funcionam com a maioria, mas bom você se conhecer para saber como resolver.

    De modo geral, exercícios físicos são realmente uma boa! Nos dias em que faço um percurso de bike, dou umas pancadas (em um saco de areia – ou não 😀 ), realmente me sinto mais relaxado.

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